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Entrevistas: José Snaple

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Nome, Idade, Naturalidade:
R: José Snaple, 40 anos

Quanto e como surgiu seu contato e a paixão com a Arrancada?
R: Em 1.996 fui assistir uma prova de arrancada em Interlagos, desde então, sou apaixonado por este esporte.

Quando e como começou os trabalhos de tratamento de pista, qual foi a primeira pista que você tratou?
R: Em 2.008 na pista de Saltinho/SP, foi o início de tudo. Tanto no tratamento de pista e também como diretor de prova! Tínhamos a equipe de trabalho mais faltava uma pessoa responsável pelo tratamento de pista. Eu juntamente com o Sandro Bruno, da Sportsystem, fizemos este trabalho, trocamos experiências e a partir daí dei continuidade no trabalho!

Você foi um dos pioneiros no Brasil e o primeiro profissional deste ramo a se dedicar exclusivamente ao tratamento de pista, onde você buscava informações e ideias para fazer um trabalho tão elogiado em todas as pistas que você foi o responsável pelo tratamento?
R: Como sou apaixonado pelo esporte, queria dar a minha contribuição e vi que faltava uma pista melhor tratada. Comecei a ler e estudar muito, trocar informações com pilotos e preparadores e assistindo alguns vídeos sobre como fazer este trabalho.

Para tratar, o resultado aparece mais fácil no concreto ou asfalto? Qual a diferença no trabalho entre os dois tipos de pavimentação?
R: Com certeza aparece mais fácil no concreto, mas hoje com a experiência adquirida com o tempo, garanto que se o asfalto for de boa qualidade não perde em nada para uma pista de concreto! A diferença basicamente é a quantidade de borracha aplicada. Uma pista de asfalto é mais delicada de se fazer, exige mais cuidado e atenção para que tudo aconteça da forma correta.

Quais pistas já passaram pelas suas mãos e em qual delas você acredita ter alcançado uma maior evolução antes e depois do seu trabalho?
R: Saltinho/SP, Artur Nogueira/SP, Interlagos/SP, Ourinhos/SP, Curitiba/PR, Cascavel/PR, Piracicaba/SP, Manaus/AM, São Luís/MA, Balneário Camburiu/SC, Lucas do Rio Verde/MT, Sorocaba/SP, franca/SP, Uberlandia/MG, Mega Space/MG, Racevalley/SP.

Uma pista que tenho muito carinho e os resultados sempre foram ótimos, mesmo sabendo das dificuldades climáticas é Manaus /AM!

No Brasil, a grande maioria do Grid são de carros com pneus radiais, e como existem inúmeros comentários a respeito, estes pneus prejudicam realmente o emborrachamento da pista?
R: Se falar que não prejudica estarei mentindo, mas hoje faço uma mescla no tratamento e graças a Deus o resultado está ótimo!

A arrancada no Brasil demorou muito tempo para despertar a necessidade de um tratamento de pista adequado, há pouco mais de 6 anos, você e outros companheiros de trabalho se tornaram indispensáveis em um evento de qualidade. Quais os resultados que você acredita que seu trabalho pode trazer para que o evento seja um show para equipes, pilotos e público?
R: Na verdade já se passaram 10 anos trabalhando diretamente com tratamento de pista. Não digo resultado, pois o resultado é consequência de um trabalho eu digo necessidade, pois há tanta evolução no e na tecnologia aplicada nos carros, que a pista também precisa acompanhar a evolução, além da questão de segurança, já que uma pista bem cuidada com o grip ideal diminui muito o risco de acidentes! Por outro lado com a pista bem tratada os recordes e resultados sempre aparece fazendo o show para a arquibancada e os fãs do esporte.

Qual a sua sensação de um evento, com carros virando tempos constantes, recordes e uma pista no padrão?
R: A sensação é que o trabalho está sendo bem feito, a gratidão de quando equipe e pilotos vem agradecer ou pública em redes sociais é muito boa! Sensação de dever cumprido!

Como você enxerga a Arrancada Brasileira daqui a 10 anos?
R: No meu ver a Arrancada está passando por um momento muito delicado em questão de organização, tanto pelos órgãos competentes, como também por organizadores e proprietários das pistas! Calendário e regulamento precisa sair com antecedência para que todos se adequem e escolha onde andar e os promotores dos eventos respeitem as datas marcadas por outras pistas!

Se não der o pontapé inicial em questão de organização de campeonatos com premiação aos campeões a cultura de recordes será eterna!

A tecnologia está aí, todo dia surge uma novidade, as pistas melhorando e se profissionalizando e o órgão maior, CBA de costas virada pra nós!

Quero agradecer pela oportunidade de contar um pouco da minha história e dizer que existe da minha parte muita vontade de ajudar o esporte sem querer nada em troca, apenas pela paixão e melhorar meu ambiente de trabalho! Quem sabe um dia possa fazer mais pelo esporte!!!

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